Hospital de Base DF

Moça do Girafas, Formosa Dra. fulô, Dra. Pimpolha Repolha, Médica purpurinada, Moça do Pijama.

Moça do Girafas, Formosa Dra. fulô, Dra. Pimpolha Repolha, Médica purpurinada, Moça do Pijama. E a cabide Marlise

Quando passamos pelos corredores do HB as pessoas acenam e dizem: Vocês vão ver as Crianças?? Estes palhaços se entreolham com aquela cara pamonha amassada e respondem :” Ahaaaam”. Mal sabem elas que nossa farra começa antes de chegar às crianças: no corredor , metrô, escada e até mesmo naquele carrinho cheiroso, cheeeio de coisas gostosas. Aquelas moças que vestem um pijama cor de rosa que mais parece com o uniforme do girafas são as “pilotas” do tal carrinho do lanche *__* a gente vive tentando bolar uma estratégia para conseguir pelo menos um suquinho ou uma frutinha, qualquer coisinha pra tampar o buuraco do dente maaaaaaaas.. elas são mais espertas e sempre aceleram… ¬¬’ assim a gente continua o expediente, com o estômago aos berros, pra  variar.

Aahh e sem falar nas médicas, agora tem algumas que usam o jaleco iguais aos nossos, [lá na xapoquinnha eles chamam de inveja isso ai, sabe..] mas eu duvido muito que os delas vieram de Paris[cida do norte] . Tem doutora também que anda abusando da maquiagem para Tentar eu disse TENTAR chegar aos pés da Beleza e formosidade da Dra. Fulô. Um dia que eu estiver de bom humor eu ensino umas técnicas de Make pra ela =D.

[Look no Batom beringela purpurinada da Doutora.] 

Por:Yze Alves / Firulas: Mylla ^^

Hospital de Base (DF)


De início nos perguntam: “o que vocês fazem aqui em pleno carnaval?”

Como não esperávamos a pergunta, paramos durante alguns segundos, e respondemos com um grande sorriso de satisfação: “Viemos nos divertir também!”

E assim começou o ato no Hospital de Base (DF), cheio de aprendizado, e que veio a acrescentar não só o nosso clown, mas também nosso interior pessoal. E apesar de ser a primeira vez em que atuamos com os trupqueiros de Brasília, a todo o momento nos completamos, bastava um simples olhar e tudo acontecia naturalmente.

O que de início era apenas um hospital, a partir do momento em que colocamos nossos “narizes”, virou um lugar cheio de histórias, brincadeiras e alegria. Estávamos diante os vários exemplos de vida, em que cada um a sua maneira nos acrescentou muito. E gostaríamos de citar alguns que marcaram nossa visita:

O Sr. Eu , como ele próprio se apresentou. De início não se mostrou muito receptivo, mas com dedicação e carinho, a trupqueira Tayze (Bsb) conseguiu com que ele nos contasse sua história de vida, seus amores e seus sonhos. E no final quando saíamos do quarto, Tayze, Lais e eu. Ele pronunciou as seguintes palavras: “Que Deus abençoe o trabalho de vocês, que não deixem de acreditar que pessoas boas existem, e que nunca me abandonem!”

Nessa hora foi impossível não se emocionar, e então nos retiramos.

Estávamos receosos em conhecer a Karen, por medo das histórias que circulavam no hospital, por conta de seu “mau humor”. E para nossa surpresa, ela nos recebeu muito bem, e apesar de suas debilitações, cantou 2 músicas com a gente: o rebolation e o canto do canário!

O Sr, Pedro, nascido na Aquidauana, além de simpático, nos divertiu com suas histórias. A trupqueira Érika (Bsb) soube “navegar” junto a ele. E quando entrei no quarto, quis me interar do que estava acontecendo e entrar no clima. Quando a Érika saiu do quarto, ele me perguntou se eu tinha medo de presidiário, sem respondê-lo, ele pediu para que visitássemos o presidiário que estava no quarto ao lado. Uma atitude livre de preconceito da parte dele, queria que fizéssemos o bem, sem o olhar a quem. E assim saímos em direção ao outro quarto.

Com autorização dos policiais, e até por pedido deles, entramos no quarto e preferimos resumir a experiência, com as próprias palavras do presidiário: “Eu prefiro tá aqui, do que na cadeia. E já tinha muito tempo que eu não ria tanto, igual hoje .”

E assim acabou nosso plantão, onde enfermeiras, guardas, pacientes, e palhaços se misturavam em uma coisa só!

Texto por: Joyce, Jully e Lais

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Gostaríamos de agradecer ao pessoal da Trup- DF, por nos receber com tanto carinho e energia (cosmo, rs), e pelas dicas que só nos acrescentarão daqui em diante. Desejamos que essa união entre as Trup’s cresça a cada dia. E que a troca de experiências seja constante!

Segue trecho do livro:

“Meu amor EU TE AMO

Mesmo meu coração se acabando…

Mas eu te amo.”

“Pintar o rosto, vestir a alma e transformar!”  \o/

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 A TruPcando em Sonhos DF, agradece imensamente a  querida @liviamilhomem (escritório d’O Teatro Mágico) pela doação do kit de make’s Catherine Hill.

Aos Trupqueiros

“Aos Trupqueiros”

As pessoas não nascem apenas por nascer.

Somos enviados à Terra com missões,

sejam elas as mais diversas.

Trupqueiros nascem.

Trupqueiros crescem.

Trupqueiros fazem de tudo por um sorriso.

Trupqueiros se divertem.

Trupqueiros os divertem.

Trupqueiros envelhecem,

Envelhecem, porém não morrem,

pois estão eternizados nos corações de quem já foi visitado por um

Trupqueiro.

Por: Marcos , Dr. Parafuso.

Relato de Experiências – Hospital de Base

É magia ?

como é essa história de cara limpa ?

sem maquiagem ?

sem personagem ?

É realmente inexplicável, Hospital de Base é sinônimo de tinta na cara somado a um narizão vermelho, e não há o que defina melhor. Como é? aquela tinta é mágica ? E aquele nariz? deve ser coisa de outro mundo, certeza. Muda as coisas tão de repente… Sei lá, se entras parece que é ‘A’ iluminada, não precisa nem abrir a boca pra falar metade das baboseiras que surgiu na tua mente sabe Deus porque, nem cantar feito apito desafinado. NÃO! NÃO precisas disso, se tens o nariz exageradamente grande e vermelho e alguns toques de make no rosto, isso basta, o sorriso é instantâneo vem feito o vento, espontâneo, sem lenço, sem documento. E nessa hora nos tornamos egoístas, porque os olhares seja lá de quem for são todos direcionados a nós, aaaaaaaah que sucesso! Seja lá do Doutor House, o fingido a bravão, que tem no fundo no fundo tem o coração molin molin , seja de quem fala no telefone, o olhar é discreto, mas percebo e ainda intrometemos na conversa, seja da enfermeira fazendo procedimentos que hoje não está com a melhor cara, seja da daquela criancinha internada que tá beeem malzinha sabe ? ou daquela que tá perambulando pelo corredor, serelepe cheia de tubinhos pendurados, fingindo que ali não é hospital, seja da tia do metrô( ôoo mulher aperriada!) ou da guardinha dona bonita que vai ao banheiro retocar o batom, e o seu companheiro de trabalho que quer bancar o sério, e finge não querer gracinha, do vovô tarado da portaria( aaaaai credo, sai correndo!) seja da Rede feminina de combate ao câncer, ou do SAV sei lá, que amooooooooor de vovós gente, como pode ? uma mais simpática, e carinhosa, e mimimi que a outra! Sem esquecer da belíssima vovó fadinha e da Rainha do SAV, eis Dona Maria Tereza, quanto encanto! aaah existe também a Socorro é só chegar lá e: ‘ Pronto, Socorro! ‘ tem gente que chama de PS, povo maluco né? seja o vovô vegetariano de Alto Paraíso cheio de brilho e história pra contar ou qualquer um, até mesmo o fulano que acordou no mal humor da vida, afinal somos metralhadas constantemente por olhares, sejam eles tímidos, discretos, retraídos ou não, e principalmente por sorrisos, de cantinho de boca ou daqueles de orelha a orelha.. há quem nos atinja de outra forma seja só acompanhando com cabecinha e escutando atentamente tudo que falamos( Helloo Karenzinha!) ou apenas bacando o cantor durão, todo tímido, sapeca que só quer mandar nas palhaças bobinhas e soltar suas bolhas cheia de luz estelar ( né Luanzinho xodó? )… e FELIZMENTE e satisfatoriamente nos acertam em cheio! Carregam nossas energias, nos dão força pra continuar, e assim somos presenteadas semanalmente… sem nem saber explicar..
Agora vai você tentar entrar normalzinha ali dentro, ou pelo menos tentando ser, sensação de bobona tola sabe ? quer rir, falar, brincar e cantar pra todo mundo, mas não dá, um sentimento acanhado.. ‘Geeeeeeeente eu tô aqui! ‘ …Pooouxa vida, ninguém nos reconhece, as crianças nem ‘tchum’, tão estranho.. és um qualquer em meio a tantos..
mas que tinta é essa meu Deus ? que nariz fascinante… é magia ?

afinal ‘descobrir o verdadeiro sentido das coisas é querer saber demais, querer saber demais.. ‘

Por:  Mylla de Lima – Dra: Lombriga.

Relato de Experiências – Hospital de Base 1 Parte

Segunda , 09-08-2010 Brasília

Dras: Lombriga (Mylla), Lalesca (Jeh), Pimpolha Repolha (May), Fulô (Tayze), Ériket (Érika),Cabide: Neiva.
Andares: Sétimo, Oitavo e Pronto Socorro.

No sétimo e oitavo andar encontramos vários pacientes com o mesmo sintoma: riso froxo!

Assim que um demonstrava esse sintoma, o quarto todo se enxia de gargalhadas, as enfermeiras entravam atrás da gente só pra conferir se estava tudo bem. Mas elas nem imaginam que esse sintoma é acima de tudo uma cura, não um problema… e esse segredo fica entre só entre nós, ok?

Visitamos nossa amiga de sempre, a Karen que tem olhos azuis como o mar (ela mesma diz isso). Descobrimos que ela é portuguesa e sabe falar inglês!! E quando tentamos cantar ‘Folia no meu quarto’, logo ela reagiu: ‘sossega, sossega!’.. aaaah Karen! Então ficamos de levar músicas novas da próxima vez já que ela não gostou muito da última. E hoje nossa flor nos surpreende, ao dizer que sofre, deixando as Doutoras com um taaaaanto de ciscos nos olhos..

No Pronto Socorro, uma senhora toda linda pediu pra gente conversar um pouco com sua mãe, a Dona Maria! Ela ficou encantada com tantas cores, sorrisos e histórias. Pediu pra gente adivinhar a idade dela, tentamos várias vezes mas nada de acertar, chutamos 70 e ela falou “mais 14”. Mas não era possível, ela não aparentava 84 nem brincando! Perguntamos o segredo, ela falou que aquela era a primeira vez que ficava internada, que sempre teve uma saúde ótima porque não come carne! (a Doutora Pimpolha Repolha adorou isso rs).

Depoimento do nosso “cabide”: Eu sou cabide e foi a primeira vez que eu participei de uma visita no hospital como trabalho voluntario. Eu nunca me senti tão bem, tão feliz e realizada porque levamos sorrisos pras pessoas que pensam que os os sonhos ja foram enterrados, que só ha espaço pra lagrimas e angústias. Em cada olhar eu pude ver esperança, carência e sei que algumas daquelas pessoas se sentiram vivas pelo menos por alguns instantes! É tao bom tirar sorrisos, alegrias e emoções de dentro de mim pra dar pras pessoas, é prazeroso saber que posso levar paz e esperança e assim busco vivenciar a solidariedade na busca da paz interior e relacional. Mais uma vez tive a certeza de que é isso que eu quero fazer, é essa vibração que eu quero sentir, é isso que eu quero levar: o sorriso e a esperança de um futuro estampado no meu peito!!

E assim, num dia tão intenso, uma imensa bola de sabão, daquelas bem bonitas, sabe ?

‘Se água nos olhos do palhaço molha…’

Relato de Experiências -1 ano de Hospital de Base – DF

Oito de maio de 2009 começa a historia da TruPcando no Hospital de base (DF), com visitas mensais  normalmente as quintas ou sextas,alguns meses  depois as visitas passaram a ser quinzenais, e hoje em dia contamos com um número de voluntários que nos permite contar com visitas semanais pelas tardes de segunda.

Segunda, 10 de maio de 2010

Voluntárias:

Érika

Jéssica

Milla

Tayze

Nossa visita de níver começou às 14:30 e o tempo foi incrivelmente devorado pelo mosquitoscóptero. Mal tínhamos chegado e já era 17:00 horas e então teríamos que voltar para a salinha do sav, mas não tínhamos passado pelo quarto da nossa Karen [uma das pacientes mais doces que temos], então passamos por lá para cantar as cantigas que ela tanto gosta, e repete baixinho cada verso , quando a gente vai saindo do quarto ela sempre segue o som com a cabeça… Nos encanta demais =D

Chegamos ao Sav 17:30 ,nos chamaram para conhecer o mosquitoscóptero, tivemos uma “peleja” para o comandante não quebrar o ciclo do “Rebolation” mas ele ficava falando de uma tal corporação, que era um comandante conceituado, que se soubessem seria demitido,que o mosquitoscoptero pousaria em árvore, que primeiro nasceu o ovo e depois a galinha… [uma grande balela, pois ele saiu rebolando numa de nossas fotos].

Feliz um ano de HB pessoal! sem vocês a gente não teria chegado até aqui!

Tayze Coutinho Alves

Brasilia 13 de maio de 2010.

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