Ato – Hospital Materno Infantil (GO)
17 Abr 2011 2 Comentários
in Trupcando Gyn Etiquetas:Ato, Compartilhando Experiências, Goiânia, Hospital Materno Infantil
Horário de chegada : 14h
Horário que todos estavam presentes: 13:45h
Brincadeiras a parte, o ato se mostrou diferente a partir desse momento. Porque os integrantes nunca chegam no horário (falo mesmo, rs), quem dirá 15 minutos antes. Mas assim aconteceu, e então o ato começou!
Sim, quando todos se reúnem é o começo de tudo que vem pela frente, é o nosso momento de preparação, aquele que deixamos nossas divergências lá fora, bem longe e damos vida ao nosso palhaço, a nossa pureza!
De fato, havia um certo receio a respeito de tudo que poderia acontecer ali. Mas em pouco tempo esse medo foi quebrado, e a interação do grupo começou a fluir.
Colocamos chuchinhas (até nos médicos), colares havaianos, balões espalhados em todos os quartos do hospital, e distribuímos balinhas mágicas! Sim, todos que lá estavam entraram no ritmo e deram atenção aquele grupo de palhaços que tentavam tranquilizar as dores com um simples sorriso!
O que cada um sentiu ali, muitas das vezes não vai ser traduzido em palavras. E não cabe a mim nem se quer tentar fazer isso.
Mas gostaria de destacar 2 acontecimentos que me marcaram muito :
1º ) Uma senhora passou por mim chorando, me puxou e me abraçou bem forte, logo após contando que a nora acabara de falecer. Por mais que conversemos a respeito de tranqüilizar alguém que acaba de perder um ente querido, quando acontece, por um instante o chão e as palavras fogem. Mas eu respirei fundo e conversei com ela, perguntei se eu podia ensinar a ela uma música bem alegre, e ela disse que sim. Enquanto eu cantava, ela foi se acalmando, parou de chorar, e me agradeceu por aquele momento que havia feito uma diferença a ela. Então ela foi embora, deixando um grande sorriso comigo.
2º) Havia apenas 1 bebê em uma das salas de UTI pediátrica, ele estava na incubadora, tão pequenino e com vários aparelhos. Se remexia muito, parecia bem agoniado com tudo aquilo que o cercava. Entrei sozinha nessa sala, conversei com a enfermeira, e enquanto eu cantava uma musica bem calma, o bebê se tranqüilizou e dormiu, e quando olhei a enfermeira ela estava com os olhos marejados, e dizendo que adorou a música!
“levo meu canto puro e verdadeiro, eu quero que o mundo inteiro se sinta feliz” ♪
Eu canto muito mal, mas isso foi uma prova de que quando fazemos as coisas com amor. Tudo faz a diferença, mesmo que pequena! \õ/
Assim chegamos ao consenso final, uma breve síntese: “Um ótimo ato, principalmente a nós integrantes que recebemos e aprendemos tanto!”
Quando houver reunião ou ato , que o brilho de cada um se acenda, reluzindo o que há de mais belo dentro de nós. Obrigado Trupqueiros e Trupqueiras!
Joyce Marques .



